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Os fãs e a influência no Facebook: Mais fãs? Sim! Desde que com qualidade

Olá, como vai?

Você já deve ter se perguntado muitas vezes (pelo menos espero que sim) sobre a quantidade x qualidade de fãs em uma página. Muitos falam maravilhas sobre ter uma base enorme de fãs. Outros, como eu, sempre batem na tecla da qualidade para se ter resultados de longo prazo ao construir uma base responsiva.

Bem, o fato é que até então vivemos nesse achismo: os que acham que quanto mais melhor e os que acreditam que quanto mais qualidade melhor.

Há alguns meses iniciei uma pesquisa para identificar o quanto o número de fãs impacta na percepção de uma pessoa sobre uma marca. Na pesquisa, que você pode responder aqui, estou buscando mais respostas sobre o quanto o número de fãs em uma página auxilia ou não em uma decisão de compra e percepção de uma marca.

Dados preliminares da minha pesquisa 

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Ainda não apurei os resultados porque quero chegar a mil respostas. Aproveitando, se quiser me ajudar compartilhando, basta clicar no link abaixo

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Dentre alguns dados interessantes da minha pesquisa estão:

O que mais chama a atenção das pessoas quando acessam uma fan page é a imagem de capa, seguido pelos posts e depois o número de fãs.

O que chama atenção em uma fan page

Neste caso, outro dado que chama a atenção é o que pesa na percepção sobre uma empresa no Facebook. Elogios e recomendações pesam mais para 88% dos respondentes.

 Elogios e recomendacoes pesam mais

 Por outro lado, quando uma empresa não é conhecida, o número de fãs que ela possui ajuda a causar uma boa primeira impressão.

 Mais fas e consideracao de compra

Isso é muito interessante, pois temos critérios interessantes para uma primeira impressão aos nossos potenciais fãs: imagem de capa atrativa + uma boa base de fãs.

Outra pesquisa sobre isso

O fato de eu voltar na minha pesquisa sobre o número de fãs se deve a um texto que li na AdAge. O texto Aegis Media Probes the Influence of Facebook apresenta uma pesquisa bem interessante sobre a “prova” da eficiência do número de fãs, conduzida pela Universidade de Cambridge.

 A seguir você confere a reportagem traduzida, livremente por mim:

No Social Media Week de Londres, Aegis Media provou cientificamente o poder do Curtir do Facebook em um novo estudo conduzido em parceria com a Universidade Cambridge.  Quanto mais fãs uma empresa tem, melhor ela é avaliada. Mas, segundo a Aegis, não se trata apenas de um jogo de números – Marcas e agências ainda precisam se preocupar com o que acontece quando você consegue os fãs errados na sua página.

 Aproveitando, leia o depoimento de uma das minhas alunas do Curso Facebook para Empresas

Para o estudo, uma equipe liderada por James Caig, Head de estratégias digitais na Isobar, criou uma marca falsa a Ashwood Móveis, que possui 150 anos de mercado e está realizando uma expansão para os EUA.

Grupos de respondentes foram apresentados à fan page da empresa falsa. Todos viram exatamente a mesma página, exceto o número de fãs na página, o qual variou entre dois e dois milhões. A Aegis identificou, sem muita surpresa, que quanto mais fãs uma página possui, melhor ela é avaliada em termos de interesse, confiança, consideração, recomendação e importância. Quanto mais os fãs aumentavam, aumentava também a percepção sobre o valor dos produtos oferecidos pela empresa (muito interessante isso!).

Segundo Caig, “O valor dos fãs e sua capacidade de influência de outros. Esses tipos de pistas inconscientes podem ser usadas para causar um bom efeito, e o senso de popularidade exercidas são muito interessantes, de diversas formas”. Caig citou o case da C&A, que inseriu o número de curtir de peças de roupas nos cabides das lojas. Saiba mais sobre o case aqui.

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Entretanto, parece haver alguma relação estranha com o número de fãs – o efeito positivo dos números sumiu quando a página atingiu 200 mil fãs. Diferenças de gênero também foram percebidas, tendo as mulheres mais respostas positivas do que os homens de modo geral. Além disso, usuários mais frequentes do Facebook parecem ser mais influenciados pelo número de fãs do que aqueles que não são tão conectados. Estes fatores, segundo Caig, aumentam a possibilidade de segmentações mais avançadas.

Depois de demonstrar a importância dos fãs, o painel também discutiu os perigos dos fãs errados (o que eu chamo de fãs vazios). Ed Hartingan, Head de Social na iProspect, disse: “Nós estamos trabalhando com alguns clientes, tentando desfazer os erros causados pelo tipo errado de fãs, onde todos estavam recrutando jovens da Indonésia para curtir páginas a um preço muito baixo.

Caig concordou, “Você tem que se proteger contra a popularidade falsa. Como as pessoas na pesquisa, marcas não estão imunes do efeito manada – uma série de páginas acumulou muitos fãs rapidamente. Agora, eles estão dando um passo atrás e se perguntando “porque estamos no Facebook? O que faremos a seguir?”.

Richard Morris, Diretor Geral da Vizeum, afirma que “este estudo mostra o poder relativo dos números. Nós precisamos olhar para as implicações disso – Nós estamos realmente vendo isso (o Facebook) como uma indústria?

Caig concluiu, “Esta pesquisa oferece precedentes. Ela levanta uma série de questões – o que aconteceria com uma marca real? O que isso significa para públicos diferentes? Intenção de compra se traduzirá em conversão?

Conclusão

Interessante esta pesquisa não é? Bem, de fato, o número de fãs, como pudemos observar nas duas pesquisas, é um dado muito importante para causa uma primeira impressão e alavancar as intenções e considerações sobre a marca. Mas, como o texto e os profissionais afirmam, selecionar bem seus fãs pode ser muito mais importante. Sim, você pode demorar mais a crescer, mas estará construindo uma base sólida de clientes.

Fico realmente incomodada quando vejo pessoas comemorando baixos custos de conversão quando fazem campanhas de anúncios no Facebook para captar fãs. Em muitos casos, elas olham apenas para o valor gasto e o número de novos fãs, uma análise quantitativa. Nem todos pensam na possibilidade de conseguir fãs de qualidade, mesmo que pagando mais.

Outra coisa que me incomoda muito foi o que descrevi no texto “Você só quer mais fãs? Saiba porque reter pode trazer mais resultados e ser mais BARATO”. Podemos chamar isso do ciclo do fracasso e desperdício de tempo e dinheiro:

1)      A empresa cria uma campanha de anúncios no Facebook para atrair mais fãs;

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2)      A página aumenta o número de fãs em um intervalo curto de tempo e o dono da página fica feliz;

3)      A página não mantêm uma estratégia de conteúdo e aqueles novos fãs não são fidelizados;

4)      Ao anunciar um novo produto, a marca não consegue alcance de forma orgânica, porque não conseguiu engajar seus fãs com bom conteúdo;

5)      A marca precisa usar anúncios novamente para impactar os fãs que ela JÁ PAGOU para conquistar.

Isso não é raro e vejo muitas empresas cometendo esse erro. Comemoram o número de fãs, mas esquecem de mantê-los, de criar atrativos para continuarem engajando com seu conteúdo e replicando suas mensagens “gratuitamente”. Compreende o duplo erro nesta estratégia?

Então, pense sempre: mais fãs? Claro! Mas, somente se forem de qualidade e interessados no que tenho a oferecer. Tudo bem crescer mais devagar. Lembre-se que o Facebook não é uma gincana, onde quem pegar mais balões no menor tempo vence.

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Curso de Facebook para Empresas Camila Porto

Até a próxima

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